sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Tiwanaku: berço da civilização do continente

Blog de Viagem - Jornadas Mágicas
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Diário de bordo: Visitando Tiwanaku, dia 2

Depois de um almoço delicioso, saímos em direção à misteriosa Tiwanaku, ao lado do restaurante. É lá que encontramos o totem do Deus Sol.

Aqui estamos no berço das civilizações que nos precederam na América do Sul. Esqueça aquela bobagem de que “Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil”, ou “Cristóvão Colombo descobriu a América”.

Nosso continente já era muito maior e mais avançado que a Europa, quando os exploradores chegaram.

A tecnologia era inferior, apenas. A civilização, não.

Dezesseis séculos antes de Cristo, os Andes já abrigavam nossos antepassados, que construíram a fortaleza de Tiwanaku, criada por uma cultura chamada de Tiwanacota.


Em Tiwanaku existiam mais de 150 mil habitantes que, por mais de mil e quinhentos anos, dominaram os Andes, nas áreas que hoje são partilhadas pela Bolívia e o Peru.

Na foto ao lado, Suzane está dentro de uma área cerimonial em que totens disputam a atenção dos visitantes, cada um representando um diferente aspecto da cultura local. Note as mãos do totem, que indicam que ele era e o que fazia.

As esculturas tridimensionais ainda não existiam, mas os Tiwanacotas chegaram perto de descobri-las.

Nosso grupo de Incanautas acompanhava todas as descobertas com atenção completa.



É lá que encontramos a famosa Porta do Sol, além de outras portas-rituais, como a que vemos na foto abaixo, apresentada pela Adriana, na qual símbolos enigmáticos indicam que os Tiwanacotas mantinham sofisticados calendários agrícolas.


O templo é enorme e, antes de entrarmos, há também uma porta cerimonial (na foto abaixo, com o Helder), que não pode ser cruzada. Por isso, entramos por outro lado do templo.




Na foto ao lado, Michel e Regina descansam (o templo é enorme) da caminhada pelos mistérios de Tiwanaku.

Esta escada, na qual eles estão, dá acesso direto ao centro cerimonial onde estão as famosas cabeças de pedra (saiba mais, abaixo).



Engenheiros brilhantes, os Tiwanacotas construíram uma cidade espetacular para a época, que até agora ainda está sendo descoberta por equipes internacionais de arqueólogos, liderados por equipes bolivianas.

Uma pirâmide está sendo retirada do solo, centímetro por centímetro, há alguns anos, por várias equipes de arqueólogos. Chama-se Pirâmide de Akapana e não pode ser fotografada, por enquanto.

Ela tem a forma de "T", altura de 18 metros e superfície de 4 hectares (194x194 metros), representando uma das maiores da América do Sul.

Nosso grupo visitou todo o centro arqueológico, conhecendo cada um dos principais pontos da história dos Tiwanacotas.

Há alguns meses, como noticiei aqui no blog, arqueólogos encontraram ouro e diversas jóias em uma tumba (foto abaixo), próximo ao topo da pirâmide, onde uma ossada também foi descoberta. Provavelmente um jovem nobre da época.



Muitos mistérios acompanham esta cidade, ainda desconhecida por nós, na América do Sul (ironicamente, o Egito é mais famoso, entre nós, do que Akapana).

As paredes feitas em pedra não utilizam argamassa, mas ainda assim continuam perfeitas (foto) mesmo dois mil anos depois de terem sido construídas.

A técnica de construção de paredes com o uso de pedras foi, posteriormente, adotada e melhorada pelos Incas, como descobriremos em Machu Picchu. Entretanto, as pedras usadas em Tiwanaku, em sua maioria, são adequadas ao transporte humano.



Em Machu Picchu, Ollantaytambo e Saqsaiuaman, como veremos, a história é outra. Pedras de 3 ou 4 toneladas foram usadas, mas não está claro como foram transportadas ao local - ou como foram acertadas sem o uso de equipamentos especiais. Mas, tudo a seu tempo. Chegaremos lá.

Existe, próximo à pirâmide de Akapana, um observatório astronômico feito em um espelho d`água, semelhante (e maior) do que outro, existente em Machu Picchu.

Há, ainda, as misteriosas “cabeças de pedra” (abaixo, com Adriana) esculpidas nas paredes do templo, que podem ser representações de personalidades reais ou apenas imagens tiradas da imaginação de artistas da época – o que é considerado improvável.















Algumas cabeças são claramente humanas. Entretanto, há outras que têm característica incorretas, para um rosto humano. Seja como for, este é mais um mistério para nossos arqueólogos decifrarem.

Nem mesmo 10% de Tiwanaku eu consegui mostrar aqui. Mas o post já ficou longo e é hora de partir. Agora, vamos para a fronteira, sair da Bolívia e entrar no Peru.

Espero que você esteja gostando.

Até mais tarde!



Aldo Novak
Coach, conferencista e viajante ocasional

Jornada Sagrada Inca & Nazca Misteriosa

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Mistérios de Nazca
Novembro de 2008
(http://www.NazcaMisteriosa.com.br)

Conheça o Peru misterioso, romântico e cheio de aventuras. Venha jantar sobre o Oceano Pacífico e passear ao lado de milhões de pássaros, leões marinhos e pinguins. Participe de um passeio pelas dunas do deserto peruano ao anoitecer, e venha jantar sob o luar das estrelas, com uma banda de músicos só para nós em tendas armadas no meio do deserto. Vamos sobrevoar as misteriosas figuras no solo de Nazca com um avião fretado e, no dia seguinte um helicóptero vai descendo no hotel para levar você em um segundo sobrevôo. E isso é apenas o começo.


Jornada Sagrada Inca

Carnaval em Machu Picchu ( http://www.JornadaInca.com.br)

Visite a pirâmide Aymara, sinta a energia dos índios das ilhas de Los Uros no lago Titicaca, viva o ar romântico de Cusco e a imponência da fortaleza de Saqsaywaman. Descubra a maravilhosa feira artesanato de Pisac e a história de amor mágico de Ollantaytambo. Visite Machu Picchu duas vezes, relaxe nas piscinas de águas vulcânicas e viva a experiência de realmente conhecer o império Inca.


Viajando para fora. Olhado para dentro.
Mudando por inteiro em uma jornada inesquecível


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Almoço, antes da Porta do Sol

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Diário de bordo: Bolívia em direção a Tiwanaku

Durante os últimos 90 minutos, nosso ônibus fretado desceu sem parar, tirando-nos daquela altitude que encontramos em El Alto. A turma a bordo continuou a fotografar as planícies, as montanhas e a beleza dos cenários montanhosos cobertos dos ramos coloridos de quínua, pelo qual passamos.
A hora do almoço nos alcança. Vamos almoçar em um restaurante que existe ao lado do templo arqueológico de Tiwanaku. Aproveito para conversar com Michel e sua esposa Míriam. Eles estão lendo um livro muito interessante, chamado "A Escola dos Deuses", da Pró-Líbera, focado no perfil dos sonhadores pragmáticos.

Michel e Míriam indicam um capítulo para que eu leia e gosto muito. No almoço, eles sentam-se com Alcione para papear.


Nosso grupo, de 38 pessoas, encontra-se com outro grupo da agência Terra Inca, de 12 pessoas. Agora somos 50 incanautas famintos!

Na foto ao lado vemos os irmãos Laércio e Aléssia, enquanto no primeiro plano está Camyla.

Nos 60 minutos que dura nosso almoço, o único tema é a deliciosa sopa de quínua servida antes da refeição.




Depois de cada um escolher seu prato, todos ficamos animados, conversando sobre nossas experiências feitas pela manhã e aproveitando a refeição.

Ainda não podemos comer muito (comer pouco é essencial em altitudes como esta), mas já podemos degustar com muito mais prazer as refeições.


Roberto, em primeiro plano na foto acima, que o diga. Afinal, desde ontem que ninguém aqui faz uma boa refeição.

Na foto ao lado vemos Márcia, Décio e Kátia, aguardando seus pedidos.

Dentro de mais alguns minutos, vamos visitar o centro arqueológico de Tiwanaku, um dos mais importantes da Bolívia e nascedouro de parte da cultura Inca, que veio depois.

É melhor eu almoçar, porque a fome aumentou!




Aldo Novak
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Caminho para Tiwanaku

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Bolívia, El Alto, dia 02 – manhã



Depois da atividade, todos aproveitam para registrar o momento e sentir o vento. Cada um ao seu modo, no seu tempo.

Rogério e Marta (foto) mantém um grande silêncio. Parece que buscam experimentar com intensidade cada palavra, cada sentir do vento e cada imagem que podem olhar.

Os mineiros de Belo Horizonte são de uma simpatia muito especial e aproveitam muitos momentos para fazer sua viagem interior, vivendo no agora.


Raquel Doretto, que sempre alegra os as viagens com sua descontração, dedicação e esforço, também aproveitou os Andes para viajar para dentro de si mesma.

É algo natural, entre os participantes das Jornadas Mágicas para Machu Picchu. O próprio lugar é parte essencial das buscas de cada um.


Isso também acontece em nossas casas, trabalho ou onde passamos muito tempo. Se você precisa mudar algo em sua vida, comece mudando os lugares nos quais passa mais tempo. Tudo o que você faz está ancorado, associado com o lugar em que vive. A associação está na mente, mas o jeito mais rápido de mudar isso é mudar para o lugar que trará a ordem no caos interno.

Cuidado com suas escolhas. Escolher para onde vamos condiciona nossos pensamentos e o conteúdo daquilo que vivemos. Para mudar nosso 'conteúdo', podemos começar mudando a forma.

Prova disso é Adelza, na foto abaixo.



Aponto a câmera para o fundo do cenário e vejo-a, apanhando algo – talvez uma flor, na encosta da montanha de El Alto.
Lá está ela, andando lentamente com a planície andina ao fundo. Aquele momento, para ela, é diferente do momento de todos nós. É somente dela.

É o lugar interferindo positivamente no conteúdo interno dela.

Adelza é uma daquelas viajantes que fala pouco, mas sente muito tudo aquilo que vive.

Como Adriana, na foto ao lado, abrindo os braços para sentir toda a força das atividades e das descobertas.

Os nossos incanautas aproveitam muito este momento para realmente iniciarem a jornada.


Nossa próxima parada será na pirâmide e no centro sagrado de Tikiwanaku, onde está a Porta do Sol. Um lugar muito especial.



Aldo Novak
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O que aconteceu nos Andes...

Blog dos Incanautas 2008

Bolívia, saindo de La Paz e indo para El Alto, dia 02 – manhã

As pessoas que mais conseguem aproveitar a viagem são aquelas que quebram o paradigma de isolamento do ego que aprendemos a vida inteira. Quem entende que somos todos um, absorve sempre mais de cada Jornada Mágica.

Como coach, apresento algumas dinâmicas que marcam o grupo, neste sentido. Alcione Giacomitti (foto abaixo) é escritor e especialista na cultura Inca, e usa tais elementos para que os viajantes tenham a melhor experiência de cada jornada.


Alcione, líder do grupo, explicou que nestes 4028 metros a jornada oficial realmente começa, embora a viagem tenha começado, para todos nós, desde o momento no qual tomamos a decisão de embarcar. Aqui, ele destacou a importância em embarcarmos em uma viagem interior. Em seguida, entregou uma essência, produzida pelo Xamã El Puma e pediu que passássemos nas mãos. Desenvolveu mais 20 minutos de atividades.



Estamos a 4.050 metros de altitude! Só para comparar, isso é metade da altitude do Everest, que está a 8.749 metros acima do nível do mar.




Nós estamos mais altos que o Monte Fuji, no Japão. O Fuji, considerado a uma das 35 maiores montanhas do planeta, tem 3.776 metros de altitude. Nós estamos 334 metros acima dele.


Por razões meteorológicas não temos neve neste ponto, mas falta oxigênio.

A respiração torna-se mais acelerada e profunda, na mesma medida em que o corpo detecta menos oxigênio no sangue. Aqui em El Alto, temos 60% do oxigênio de uma praia qualquer brasileira. Por isso, os rins eliminam mais água, para corrigir a acidez do sangue, causando uma leve dor de cabeça, no primeiro dia de viagem, e há maior produção de glóbulos vermelhos, para compensar. A freqüência cardíaca também aumenta.



Isso acontece em qualquer cidade que fica em um ponto tão alto, nas montanhas. Amanhã nosso corpo já estará começando a adaptar-se.

Para entender melhor a nossa altura, imagine-se em uma praia. Agora olhe para o céu e imagine uma parede de 4 quilômetros de altura bem na sua frente. Agora, coloque El Alto.... lá... no alto... Estamos no topo. Alto mesmo, não é?

Este ponto está praticamente na metade da altura do assustador K2, no Everest, entre o Paquistão e a China.

De qualquer modo, esse é um dos pontos mais altos que visitaremos. E lindo, também. Depois daqui, a maioria dos outros pontos da viagem são "ladeira abaixo".

Os Andes são assim mesmo.

Depois da atividade especial, que durou 40 minutos (20 dos quais apresentados por Raquel e eu, na foto abaixo), alguns incanautas relataram por escrito suas opiniões:






“Achei o lugar lindo, me emocionei e aprendi bastante. Está sendo ótimo”
– Hamilton Matta










“Experimentei uma sensação de comunhão com o grupo e com o universo” – Leila Bellomo







“Senti uma profunda gratidão por estar neste lugar sagrado e tão significativo. As vivências do Aldo são sempre positivamente surpreendentes e a energia do grupo combinada com a proposta da dinâmica, me fez restabelecer meu bem-estar. Adorei!” - Márcia Sakovic




“Fiquei surpresa com a atividade dada pelo Aldo. Me mostrou algo que está acontecendo na minha vida e que preciso valorizar. Confiar no desconhecido ajuda a abraçarmos novos paradigmas e descobrirmos novas possibilidades”
– Aléssia Camilo







“Reencontrei minhas intenções e voltei para mim mesma” – Ilane Gears









“Me senti mais próxima de Deus... nesta belíssima imensidão. Começamos a analisar o que realmente somos e o que realmente podemos fazer melhor para não passarmos simplesmente pelo mundo, como mais um ser que vem e vai” – Camyla Barbosa







“Foi uma boa oportunidade para uma meditação” - Tuca








“Me senti uma parte pequena de um todo totalmente em harmonia, trocando energia e sinergia com o planeta”- Maristela da Silva Lopes








“Abandonei o discurso do sagrado para incorpora-lo, misteriosamente me aqueci no meio do gelo. No topo do mundo o inicio do meu ser” – Sheirley Salles













“Senti a presença de Deus, a energia da mãe Terra e agradeci pela vida e por este momento” – Suzane Oliveira









“Me senti completamente parte do mundo. Todos os trabalhos feitos hoje comigo e com o grupo foram de grande reflexão, particularmente especial para mim, pois pude silenciar minha mente e usufruir de todo esse lugar! Foi um excelente exercício para estar no aqui e no agora! Fantástico”- Renata Schiffler








“Neste lugar em finalmente me senti fora do Brasil e no meio de uma outra cultura. Contemplar os Andes e sentir seu vento tocando o rosto foi uma experiência fantástica.

Ter a oportunidade de experimentar uma vivência em um local tão alto será sempre inesquecível.
– Helder Amarante











“No topo do mundo eu mergulhei no meu coração e descobri mais o caminho do amor” – Kátia Dohir









“Reconhecer que sou filha da Mãe Terra é ser amiga do vento; É prosperar a todo momento e, neste “todo momento” poder ser por inteira. Vento, vem liberando meus pensamentos, trazendo centramento. Sou viva. Viva como vento!” - Adriana Guimarães









“Cavalguei uma lhama rumo à uma paz imensa” - Regina Martins de Camargo








"Senti uma energia muito forte e o coração acelerado, com uma completa harmonia com a natureza" - Marta Helena de Macedo Tostes











“O silêncio a paz e a solitude deste lugar nos leva para nosso interior, para visitar nossos sentimentos”- Décio de Abreu






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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Tocando o céu em Loco-loco

Blog dos Incanautas 2008

Segundo dia, 10h20


Saímos do hotel e estamos em direção a El Alto, vinte minutos depois de La Paz. Somos quase 40 pessoas, em uma jornada para experimentar desafios e belezas que apenas esta região apresenta.

Estamos chegando na cidade mais alta do planeta. Chama-se, adequadamente, El Alto e fica bem próxima de La Paz. Estima-se que mais de 800 mil pessoas vivam aqui.


Gerardo (o nome dele é assim mesmo, com ‘r’), na foto abaixo, conta um pouco da história de La Paz e de El Alto.


As ruas estão cheias de compradores, centenas de “cholitas”, bolivianas que usam este chapéu redondo, e um espírito que lembra as fronteiras do Brasil com o Paraguai.



Depois que chegarmos em El Alto, paramos para comprar água e vamos para o Mirante Loco-loco, um ponto ainda mais alto, a partir do qual se faz possível ver parte da cadeia de montanhas dos Andes, cobertas de gelo e neve, ao fundo.


A cordilheira dos Andes parece seguir nosso ônibus. Chegamos a Loco-Loco. Todos descem do ônibus e vamos para a nossa primeira atividade formal desta jornada.

Alcione começa a fazer a atividade e, em seguida, eu e Raquel fazemos a segunda. Unindo introspecção, quebra de paradigmas e visão de conjunto, trabalhamos por 40 minutos com o grupo.

Não vou entrar em detalhes. Na próxima postagem você terá a opinião deles sobre o que aconteceu e algumas fotos mais marcantes, deste primeiro momento.




Aldo Novak
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Em La Paz e suas curiosidades

Blog dos Incanautas 2008

Segundo dia, 07h30



O clima aqui está como esperado: frio. A temperatura está girando em torno dos 07 graus centígrados, o que é frio para nós, brasileiros, mas deve subir para uns 14 ou 15 graus, no correr do dia. Todos estão bem agasalhados e andando devagar, como se estivéssemos em um filme em câmera lenta.

La Paz é o município mais populoso da Bolívia, com 1 milhão e seiscentos mil habitantes, e um dos mais conturbados também. O atual presidente boliviano faz tantas burradas que é preciso mesmo ter cuidado por aqui. Revoluções podem acontecer a qualquer momento. Além disso, movimentos contrários ao governo também estão em todo lugar.

A cidade precisa avançar muito ainda. Mas há algumas curiosidades, como os ônibus locais. Veja, na foto abaixo (tirada pela Renata Schiffler) o típico modelo boliviano de ônibus...



A cidade de La Paz também é a capital mais alta do planeta, localizada a 3660 metros de altitude. Nada fácil, para nós Brasileiros que vivemos em altitudes muito menores.

O clima costuma mesmo ser bem frio, com uma média anual em torno dos 7,3° Celsius, mas a menor temperatura já registrada na cidade foi de -23,5°C no dia 8 de julho de 1986. Já pensou nisso? Vinte e três graus negativos?

Por outro lado, a maior temperatura (segundo o Weather Channel) aconteceu em 10 e 12 de novembro de 1999, quando a cidade atingiu os 25,7°C.

É, foi o verão deles!

Falando em verão, temos que falar em bloqueadores solares. Eu separo um lembrete para falar com o grupo sobre a importância de usar os bloqueadores solares aqui.

Você deve estar pensando: mas para que usar um bloqueador solar em um lugar que tem temperaturas variando de zero grau (de madrugada) até um máximo de 15 graus, durante o dia? Boa pergunta.

O objetivo de um bloqueador solar é bloquear os raios perigosos vindos do sol e que, parcialmente, são filtrados pela atmosfera. Ocorre que aqui em La Paz, por exemplo, estamos acima dos 3.500 metros de altitude. Portanto, temos MENOS 3.500 metros de filtro atmosférico entre nós e o Sol.

Como a radiação ultravioleta se intensifica 4% a cada 300 metros, aqui nós enfrentamos aproximadamente 45% mais radiação ultravioleta do que, digamos, em qualquer praia brasileira. O uso de bloqueadores, portanto, é obrigatório (embora, na verdade, vamos estar quase todo o tempo cobertos por várias camadas de roupas). Mas é importante manter o rosto com filtro solar. Pela mesma razão, o uso de óculos escuros é muito importante. Um boné, ou chapéu, é bem vindo.

Alcione já está chamando o grupo. Vamos, agora, subir mais uns 500 metros de altitude. Mais alto, mais frio e mais seco.
Só que, também, muito mais interessante!




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Iniciando o dia sem muito oxigênio

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Segundo dia, 06h00


O dia começou. A luz que entra pela janela mostra que é mesmo hora de levantar.

La Paz é a capital mais alta do mundo e a geografia da cidade é muito curiosa. Qualquer um que visite os Andes com freqüência sente que essa região parece mesmo algo pré-histórico.

Levantamos beeeeeemmmm devagar. Com o baixo nível de oxigênio nesta altitude, é melhor economizarmos energia. Fico imaginando se alguém está sentindo os efeitos da altitude. Caso tenham seguido à risca nossas recomendações, creio que todos estarão bem.

Meu computador alerta para o um material que devo terminar e que farei com o grupo no sítio arqueológico de Silustani (foto). Mas ainda devo fazer um exercício leve (porque, do contrário, sou eu quem vai ficar com dor de cabeça.


Começo a manhã com um exercício de suryanamascar, algo de quem faz yoga. Vou pensando em Silustani. Depois acerto os detalhes para a viagem de hoje, checando as baterias das câmeras dos comunicadores. Sempre usamos walkie talkies para manter a comunicação entre Alcione, Raquel e eu, além do Xamã El Puma, que encontraremos em Cuzco.

Também verifico o estado dos telefones de emergência e do Nextel, que não deve funcionar aqui em La Paz, mas certamente funcionará em alguns locais do Peru.

Raquel já deve estar de pé. Pelo interfone fico sabendo que nosso ônibus já chegou.

Agora, vamos para o café da manhã com todos os outros. Vou saber como estão e, se a internet do hotel permitir, enviarei esta postagem. Nosso ônibus irá sair dentro de uma hora.

Começou a corrida.



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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Chegamos. La Paz está fria.

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Primeiro dia

Chegando ao hotel

O vôo foi bom, embora não seja possível comparar a Aerosur com os aviões da LAN Peru, que usamos para Nazca. A LAN é uma empresa cinco estrelas, enquanto a Aerosur é similar as empresas brasileiras. Uma "Gol" internacional. Mas é bem melhor que a LAB, com a qual já voei para cá.

Descemos no aeroporto de El Alto -- o mais alto do planeta - e o desembarque foi rápido.

Na verdade, embarcamos em Guarulhos e paramos na belíssima Santa Cruz de La Sierra para trocarmos de aeronave. Chegamos à La Paz perto das 21h30, hora local, e já estávamos aqui no hotel antes das 22h00.

La Paz está duas horas atrás do horário de Brasília. Portanto, ai no Brasil já era quase o dia seguinte quando fizemos nosso check in. Na verdade, a cidade está localizada a -4 UTC, mas devido ao horário de verão, a diferença é de duas horas (fora do horário de verão, é de apenas 1).

Não espere ligações e mensagens de e-mail da turma, porque embora os hotéis daqui tenham internet, ficamos pouquíssimo tempo aqui dentro e o número de computadores disponibilizados para nós é bem pequeno. Ou passamos pela experiência ou a contamos a experiência. Então, não se preocupe com seus parentes e amigos que estão aqui, caso eles não entrem em contato tão cedo. Isso é normal.

Eu fico com a responsabilidade de contar as novidades no blog :-))

A temperatura, na nossa chegada, gira em torno dos 6 graus centígrados e o oxigênio está bem raro, embora a gente não esteja notando muito. Este é o risco. Não notamos que há menos oxigênio no ar e não notamos a queda brusca de temperatura. Por isso, temos que nos resguardar, por segurança, e fazer tudo lentamente.

Todos estão seguindo à risca as sugestões de “pegar leve” em tudo o que fazem. A turma é muito bacana.


HORA DO JANTAR

Todos chegamos cansados, mas pensamos em sair para tomar uma sopinha, neste frio,
para ficarmos com o estômago leve. Então, aproveitamos para fazer uma boquinha antes de irmos dormir algumas horas, porque pela manhã já sairemos para o início da nossa jornada.

As fotos abaixo mostram um pouco da nossa turma faminta!


Mas, de todas as sopas que já experimentei na Bolívia, foi a que menos gostei. Pode ser que eu esteja ficando chato, mas foi a primeira vez que preferi ir dormir e deixar a sopa lá.




Felizmente, a partir de hoje o cardápio já é bem melhor.

A turma chegou bem e agora estão - a maioria - dormindo. Todos estão bem. A regra é não fazer esforço hoje, ou amanhã. Depois de Cuzco, tudo fica mais fácil.




Aldo Novak
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Primeiros momentos

Blog dos Incanautas 2008

o8h10 - O telefone toca e é Raquel, que já chegou ao aeroporto internacional. O grupo vai se reunir somente por volta das 11h00, mas nossa equipe já começou a preparar-se. Dentro de 20 minutos, Marcos Attard deve chegar em casa para me levar até o aeroporto. Maria Cláudia e Carlos Quintino chegarão mais tarde.

09h00 - Já no aeroporto internacional, Raquel, Attard e eu repassamos os detalhes da recepção dos nossos incanautas. Montamos um kit para cada viajante, incluindo um bloco de notas, caneta, identificador de metal e diversos cartões de avaliação e feedback, para alguns dos pontos pelos quais passaremos na jornada. Entregamos estes materiais logo de saída, para que eles tenham tempo de acostumarem-se com o nosso sistema de registros.

09h30 - Maria Cláudia chegou. Repassamos, todos nós, os detalhes do dia e, enquanto Raquel prepara parte do material, Cláudia e Attard fazem os registros do equipamento eletrônico, na receita federal.



Recebo uma mensagem de texto do Quintino, pelo telefone, confirmando que está quase chegando. Logo em seguida, faço a troca dos dólares e verifico os registros finais. Chamo Alcione pelo Nextel e ele já está embarcando em Curitiba, com direção à São Paulo. Às 10h30, meia hora antes do horário marcado, temos tudo pronto.

Minha equipe é realmente ótima.

Uma característica dos grupos da Terra Inca com a Academia Novak, são os detalhes. Um exemplo é que trabalhamos com os viajantes várias semanas antes do embarque, preparando-os para os principais pontos da jornada. Também os ajudamos quanto a alimentação, documentação, roupas e detalhes da viagem que, normalmente, descobrimos apenas no caminho. Chegamos até a montar um grupo via internet, integrando os participantes e tornando-os conhecidos antes mesmo do embarque. São coisas que dão trabalho, mas valem a pena.

12h30 - A maioria dos incanautas já chegou ao aeroporto e aproveito para fazer fotos com eles.







Enquanto isso, Raquel, Maria Cláudia, Attard e Quintino (que já chegou) conversam com cada um dos viajantes, explicando como registrar os equipamentos eletrônicos, onde comer, como preencher alguns documentos de viagem e como devem usar o "kit" de viagem.




13h15 - Faltam apenas dois incanautas, que ainda não chegaram mas ligaram, confirmando que estão quase aqui. Alcione conversa animadamente com os viajantes, enquanto o tempo passa umas cinco ou seis vezes mais rápido do que deveria.

13h40 -
Michel e Míriam chegaram, os dois últimos viajantes a embarcar. Aproveitamos para fazer uma foto de quase todo o grupo.




14h30 - Depois de embarcarmos as malas (tantas que um dos funcionários da empresa aérea disse que teriam que ter outro avião somente para nossas bagagens), começamos a distribuir as passagens e os cartões de embarque. Mais alguns minutos e começamos a ir para a área de embarque internacional.

Machu Picchu, aqui vamos nós!



Neste ponto, logo depois de passar para esta área, descansei um pouco e abri um envelope, entregue pela Raquel. No envelope estavam as avaliações que os próprios incanautas fizeram sobre nosso sistema de "preparação", para nossas jornadas mágicas. Eles escreveram suas impressões sobre este atendimento de preparação para Machu Picchu e eu, aqui, quase entrando a bordo do avião, estou lendo algumas e selecionando as mais representativas.


17h30 - Voando a uma altitude de 10.000 pés, estou aqui escrevendo este primeiro despacho do blog da viagem. Então, vou transcrever abaixo algumas das impressões dos incanautas sobre nosso sistema de preparação dos grupos das Jornadas Mágicas http://www.JornadasMagicas.com.br


"Achei a preparação excelente, com muitas informações úteis. Parabéns!"

Haminlton de Lemos


"O atendimento foi muito bom e as informações extremamente úteis. Enfim, a preparação foi muito bem organizada e estruturada. Parabéns! "

Laércio de Sousa Silva


Achei muito interessante o formato, por nos dar a possibilidade de ir conhecendo o grupo antes da viagem. As dicas foram importantíssimas, tanto que as mensagens foram nos motivando a cada dia e aumentando a nossa certeza de que fizemos a opção certa ao escolher o destino e a equipe organizadora. E como a primeira opção é a que fica, convém ressaltar que o material preparatório da Terra Inca é fantástico.

Suzane Oliveira Jales.


"Achei a preparação ótima, com muitas dicas importantes e úteis."

Rogério Soares Carrusca


"A preparação foi perfeita, com muitas dicas inteligentes."


Marta Helena de Macedo


"Pessoas carismáticas, atenciosas e prestativas! O grupo ajudou muito para o início da amizade, com um ótimo atendimento e preparação."

Décio Malta



"A preparaação foi eficiente, calorosa e ótima. Tanto a apostila de viagem quanto a preparação via internet e a recepção no aeroporto. Isso ajuda a "sair para viajar dentro de nós mesmos".


Regina Martins de Camargo


"Gostei muito da estruturação das atividades com as refeições e hotéis já inclusos. Isso demonstra a preocupação com as pessoas em seus mínimos detalhes. A interação do grupo via e-mail foi muito boa e a recepção no aeroporto também foi muito bem estruturada para o grupo. Gostei muito. Parabéns!"


Alessia de Sousa


"Achei a preparação muito acolhedora. Você inicia a preparação sentindo-se segura e com o passar dos dias, antes da viagem, começa a sentir-se parte do grupo. Um encontro com o grupo que fará parte de sua vida para sempre. Achei a fase de preparação ótima, organizada e tranqüila."


Regina Aparecida Rodrigues


Agora a comissária já está servindo o almoço. É o momento de parar o blog. Vamos ver se consigo publicar algo sobre La Paz, quando chegarmos.



Aldo Novak
http://www.JornadasMagicas.com.br

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Você quer viajar conosco? Basta visitar as páginas abaixo:

Mistérios de Nazca
Novembro de 2008
(http://www.NazcaMisteriosa.com.br)

Jornada Sagrada Inca

Carnaval em Machu Picchu ( http://www.JornadaInca.com.br)

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Mudando por inteiro em uma jornada inesquecível


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