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domingo, 18 de novembro de 2007

Chegando ao nosso hotel em Nazca

Blog dos NazcaNautas 2007 -
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Diário de bordo:




Todos nós já sobrevoamos as misteriosas linhas de Nazca. Agora, chegamos ao nosso hotel e vamos saborear o merecido jantar.

Alguns de nós ficaram com o estômago embrulhado após o vôo, mas estamos todos bem.

O restante de nós está descansando no belo hotel.

Já escureceu, mas abaixo há algumas fotos interiores. Impressionante, se considerarmos a cidade de Nazca.


Ficamos em um Spa e Resort, mas as piadas foram elementares.

No jantar, serviram um prato de entrada (creme de feijão ou pastéis de queijo), um primeiro prato quente (no meu caso, espaguette) e um SEGUNDO prato quente (no meu caso, peixe). Depois, a sobremesa.

Se isso é um spa, deve ser para engordar...

Aliás, todos os hotéis nos quais nos hospedamos foram de um cuidado exemplar com a comida.


Não apenas nutritiva e deliciosa, mas também bonita e bem cuidada.

Os espaços deste hotel impressionaram. Obras de arte incaica original por todos os lados e quartos enormes.

Entre meu quarto e meu banheiro havia um corredor de vinte metros. Aliás, o banheiro do meu quarto era maior que meu quarto inteiro, em casa.

Um exagero. Só esqueci de fotografar...

Nossos Nazcanautas se espalharam pelo hotel, descansando. Outros foram dormir mais cedo, porque amanhã teremos mais um vôo, logo pela manhã. Os que ficaram acordados estão abaixo:







Bom, boa noite para você, ai no Brasil. Vou dormir também!



Aldo Novak

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As linhas misteriosas

Blog dos NazcaNautas 2007
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Diário de bordo:

As linhas de Nazca são geóglifos de enormes dimensões localizados no deserto de Nazca, no altiplano do Peru.

A primeira linha que vejo é a baleia. Note que estamos no deserto... mas a baleia é um animal desenhado. Por que? Qual a mensagem?




Em seguida, chegamos até a imagem do astronauta. Este é o único desenho que vi que NÃO está no solo, mas sim em uma montanha. Na verdade, ele está desenhado de modo inclinado, por sobre a montanha. Naturalmente, como esta foto é bidimensional e feita de longa distância, parece feita sobre o deserto. Não é.




A aranha foi a próxima imagem que sobrevoamos. A aranha é um inseto comum no deserto, portanto não há nada de estranho nisso. Mas a próxima imagem é estranha...



... um colibri. Mas não existem colibris em Nazca... assim como baleias...




Mas neste ponto, resolvi parar de fotografar, porque tinha que gravar imagens em vídeo e, fazer as duas coisas juntas não estavam permitindo que eu curtisse o momento. Que eu aproveitasse a experiência. Foi então que decidi parar de fotografar.

Eu queria ver as imagens. Esta foi a última foto que tirei.



ENTENDENDO AS IMAGENS

Criados -- até onde sabemos -- pelo povo de Nasca entre os séculos III a.C e VIII, estes geóglifos representam centenas de figuras, incluindo imagens estilizadas de animais como macacos, beija-flores ou lagartos, traçados no solo plano do deserto, em linhas se constituem em extensas esteiras de pedras não muito grandes catadas dos arredores.

Esta, por exemplo, mostra um macaco. E não existem macacos em Nazca...




Eles começaram a ser estudados por Paul Kosok que posteriormente passou as pesquisas à sua amiga Maria Reiche que, então, descobriu novas figuras que eram semelhantes a figuras de vasos e tecidos, e também tentou explicar o motivo da criação das figuras não chegando a uma conclusão objetiva.

A explicação da existência dessas linhas então varia desde criação por seres extraterrestres, de calendários, pura demonstração de arte e sabedoria (de um povo que tinha até complexos sistemas de aquedutos e técnicas agrícolas) ou então culto aos Deuses.

O curioso é que, de tão extensas que são as figuras, elas não são perceptíveis do solo, mas apenas por vistas aéreas, dando margens a cogitação das razões pelas quais foram feitas e dos efeitos que puderam causar, já que aquela civilização não possuía aeroplanos.

Contudo, os índios Nazca poderiam saber produzir balões pois há um vaso, agora no museu de Lima, com uma gravura de um balão, e em 1975, um grupo da International Explorers Society conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho impresso no vaso guardado no museu e usando tecnologias encontradas na época e local da sociedade indígena.

Amanhã faremos um passeio idêntico, mas será logo pela manhã - já que este foi no final da tarde. Assim, poderemos ver as figuras com dois tipos de iluminação.

Além disso, o vôo de amanhã visitará outras figuras, que não sobrevoamos hoje.

Mas não haverá blog sobre isso, já que estarei preparando minha conferência sobre 'O Segredo', que apresentarei amanhã no final da tarde, no centro de convenções do hotel em Nazca.

Nossa viagem está se aproximando do final. Por hoje, vamos conhecer nosso hotel, jantar e descansar. Porque a viagem e o vôo cobram seu preço. Estou com o dormindo em pé.

Márcia aproveita para vingar-se da foto que tirei dela dormindo e tira uma minha, desmaiado de sono.


Aldo Novak

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Embarcando nos aviões

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Diário de bordo: Embarcando nos aviões

Alcione alugou três aviões para o embarque dos nossos Nazcanautas.

Todos receberam recomendação para não comerem nas horas que antecederam o vôo.

O enjôo é muito fácil de acontecer, já que o avião fica o tempo todo balançando de um lado para outro, de forma a mostrar as figuras para todos os passageiros.

Acontece assim: primeiro o piloto sobrevoa uma figura com o avião tombado para o lado esquerdo, de forma que os passageiros deste lado possam ver com clareza a figura.

Em seguida, ele faz uma volta invertida, girando o corpo da aeronave para o lado oposto, de forma a mostrar a mesma figura para outro passageiro.

O resultado é que nosso sistema de equilíbrio do cérebro acaba ficando confuso e isso gera o "efeito mareação", com todos enjoando.

Por isso é tão importante estar com o estômago vazio durante o vôo.



Os grupos foram divididos de acordo com a vontade de ver as linhas imediatamente. Os que desejaram foram nos primeiros vôos.

Acabei indo no último vôo, com Alcione e Márcia, neste aeroplano que você está olhando, na foto ao lado.




Márcia foi ao lado do piloto. Alcione sentou-se na poltrona do meio e eu fiquei no fundo. Se você quiser fazer filmes ou fotografar, são os melhores lugares. Para olhar, sem a preocupação de filmar, o melhor lugar é ao lado do piloto. Alcione gravou praticamente todo o vôo com sua câmera de vídeo.



Aproveito para gravar cenas do nosso video blog (em testes) e partimos para conhecer as linhas.

Este é o primeiro vôo.

Na próxima postagem publicarei algumas fotos dos desenhos do solo.





Aldo Novak

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Presos no deserto

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Diário de bordo: Presos no deserto

O improvável aconteceu. Acabamos de ficar presos no deserto.

Nosso ônibus quebrou na estrada entre Ica e Nazca. Estamos distantes cerca de três horas de Ica e por volta de duas horas de Nazca.

Mas o deserto não é mais tão perigoso quanto há algumas décadas.

O motorista usa o celular e avisa a empresa, que informa que já está enviando um ônibus em cinco minutos.

Mesmo assim, teremos que aguardar mais de uma hora até sua chegada. O ônibus é novo, mas é uma máquina e máquinas quebram. Aqui no deserto, então, devem durar muito menos que em estradas normais.

Para todos os lados que olhamos há apenas areia. Nesta foto, vemos Verônica caminhando pelo deserto para fazer fotos.

Enquanto isso, cada um de nós vai passando o tempo como pode. Afinal, teremos que ficar ficar por aqui até o resgate chegar.

Mas isso não chega a ser assustador, nem mesmo preocupante. A estrada é espetacular (especialmente se consideramos o lugar onde estamos) e devemos ter um novo ônibus muito rapidamente.

Abaixo vemos Alcione, que aqui é conhecido pelo seu nome do meio - Luiz Gonzales - tentando descobrir por que sua câmera está gravando imagens azuis.




Ele diz que eu mexi em alguma coisa que não devia, mas é uma mentira deslavada :-)

A câmera dele é igual a minha, mas mesmo assim não tenho a menor idéia do que ocorreu com a dele.







Luzia aproveita para ficar na porta do ônibus, recebendo o vento fresco do deserto.

O ar condicionado do ônibus está desligado, devido ao problema mecânico, e o deserto está "fresquinho" neste momento.

Idéia inteligente que eu copio, saindo do ônibus para aproveitar o vento.









Sandra passa o tempo escrevendo. Será que é o diário da viagem? Ela também tem um blog?

Já faz mais de uma hora que chamamos o resgate, mas ninguém apareceu. Será que vamos passar a noite por aqui?

Dessa vez não temos banda de música nem garçons do deserto.









César descobriu um jeito melhor de aproveitar o vento fresco que vem do deserto. Simplesmente sentou-se no maleiro enquanto aguardamos o novo ônibus da empresa.



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Verônica resolve fazer o mesmo.

Ela entra no maleiro e fica no fresquinho das bagagens, enquanto o vento sopra. Nada mal.









Já Camila quer saber se a geladeira também está desligada (pelo menos é o que parece, já que está apontando para ela).

Esperamos - no total - quase uma hora e meia. Mas o ônibus acabou de chegar e vamos agora viajar em direção a Nasca.

Foi algo inesperado, mas que em nada atrapalhou nossos planos. Até porque Alcione já planeja os horários de forma que um inconveniente desses não provoque problemas em nossa agenda.







Este tipo de problema inesperado tem um sabor de aventura, enquanto olhamos para o lugar no qual estamos e entendemos que o mundo pode ter todas as facilidades disponíveis, mas a natureza ainda segue suas próprias leis, não as nossas.


Além disso, quando o planejamento é bem feito, raramente tais fatos inesperados são negativos. Na verdade são acontecimentos positivos que serão lembrados por muito tempo. Muitas vezes, como costumo repetir em minhas palestras, coisas boas chegam disfarçadas de coisas ruins.

Essa parada no deserto foi muito boa para integrar ainda mais o grupo. Até porque são pessoas espetaculares.

Também costumo dizer em minhas palestras que não é o que acontece com você que importa, mas aquilo que você faz com o que acontece com você.



Aldo Novak

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Partindo para Nazca

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Diário de bordo: No caminho para Nazca

Finalmente, será hoje. Dentro de algumas horas faremos nosso primeiro vôo em Nazca. Todos a bordo, malas, passaportes e tudo o que compramos na cidade.

Partimos em cinco minutos.

Não dá tempo para eu escrever nada, portanto apenas vão algumas fotos dos Nazcanautas que já estão aqui.





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Aldo Novak

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Jantar no deserto de Ica

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Diário de bordo: Jantar no deserto de Ica

Quase seis horas da tarde. Marcamos em um ponto de encontro, dentro do hotel, para que todos os Nazcanautas estivessem aqui. Márcia está atrasada, mas logo deve chegar.

Todos foram informados de que faremos um jantar no deserto. Também avisamos para que todos usem roupas que possam sujar, pois as areias do deserto definitivamente serão nossas companheiras de viagem.

Verificamos se todos estão bem agasalhados. Há alguns Nazcanautas que vieram somente com uma camiseta. Pedimos para que coloquem uma jaqueta de frio.

Quando todos chegam, levamos o grupo para o lado de fora do hotel, onde seis veículos nos aguardam.

Em um primeiro momento, alguns Nazcanautas ficam preocupados, mas todos acabam entrando nos jipes especiais.



A luz do sol está já desaparecendo e com ela a temperatura começa a cair.

Os pilotos de nossos veículos testam os motores e verificamos os cintos de segurança, faróis e câmeras fotográficas ou de vídeo.

Sandra e César estão no mesmo veículo que eu. usamos protetores visuais porque a areia vai nos cobrir, durante a corrida para chegarmos ao local do jantar. Todo o grupo se espalha e ocupamos todos os veículos, em pequenas equipes.


Prendo a câmera com cuidado e tento tirar algumas fotos, antes de começarmos a passar pelo deserto. Fotografo o veículo que está avançando adiante de nós.

O barulho dos motores é ensurdecedor. Ouço alguns Nazcanautas berrando - de alegria. Alguns acenam. Outros estão congelados de medo.



Não demora mais do que cinco minutos, este passeio calmo, e todos os veículos resolvem disparar em direção ao deserto escuro.

Embora já seja noite, alguma luz pode ser vista depois das dunas de areia. Mas isso não durará muito. Logo, veremos apenas a areia e os faróis de nossos veículos, cortando o deserto.



Neste instante, tive que guardar a câmera e segurar firme porque parecia que estávamos voando.

Para dizer a verdade, em alguns momentos o jipe tirava as quatro rodas da areia, ao saltar dunas e descer declives com mais de cem metros de profundidade.

Adrenalina pura!

Por mais de vinte minutos, subimos e descemos dunas como se estivéssemos em um parque de diversões. Finalmente, depois de um passeio memorável, chegamos até um local no qual vemos dezenas de luzes, ao longe, queimando e chamando nossa atenção, em meio as areias.

Será lá nosso jantar. Chegou o momento de relaxar no deserto, com o luar e as estrelas por testemunhas.

O JANTAR

Depois de nossos jipes nos levarem até o local do acampamento, todos cumprimentam uns aos outros, e o entusiasmo é contagiante.

Mesmo Eneida, deixou a cadeira de rodas no outro mundo e veio participar da noite.

Logo que chegamos, no caminho marcado por uma fogueira e vários vasos iluminados, encontramos cozinheiros trabalhando uniformizados, dirigidos por uma peruana que não lhes dava nenhuma folga, mas era muito simpática.



Duas mesas foram montadas para que pudéssemos acompanhar a preparação dos pratos e iamos nos servindo, conforme a fome. Mas os garçons também não perdiam tempo. Fomos recebidos com Pisco Sauer e coqueteis de frutas.


Havia duas bandeiras no acampamento: uma peruana e outra brasileira. Quando chegamos ao acampamento onde seria feito o jantar, elas tremulavam com o vento do deserto.

Na parte de cima das tendas, balões coloridos.

Abaixo delas, várias mesas com velas (a única iluminação da noite) e cadeiras espalhadas para todos os Nazcanautas.

Na cozinha ao ar livre eram feitos churrasco, frango, batatas assadas, peixes e outros pratos, inclusive vegetarianos. Tudo estava delicioso.

Antes do jantar, os garçons do deserto nos ofereciam sucos, refrigerantes, vinho e um tipo de lingüiça enquanto nos "aclimatávamos".

Naturalmente, as fotos são de qualidade duvidosa, porque não tínhamos muita iluminação.

Dez minutos depois de nossa chegada, começamos a escutar uma música que parecia vir de um aparelho, mas era uma banda típica peruana estrategicamente escondida na tenda da cozinha.

Depois de alguns segundos, lá vieram eles sob os aplausos do grupo.


Os músicos tocaram do início da festa até o final do jantar, dezenas de músicas típicas e algumas que os Nazcanautas iam pedindo.

Todos dançamos muito, comemos pratos deliciosos e foi uma noite inesquecível.


Em certo momento, os jipes foram colocados com os farois ligados em direção a uma duna, e várias pranchas, semelhante a pranchas de surf, foram trazidas.

Quem desejou pôde, naquela hora, fazer sandboard, um tipo de esqui na areia. Eu e um grupo de seis ou sete Nazcanautas fomos e posso afirmar que é uma coisa inesquecível surfar as dunas no escuro da noite.

Além de fazer sandboard em uma duna de cerca de 50 metros, Camila, Márcia, César e eu também fomos até uma duna muito mais alta, com cerca de 100 metros, e foi um arraso!

O problema é subir uma duna, porque a gente vai afundando e levamos um tempão - e muito esforço - para chegar ao topo, antes de escorregar. Dependendo da duna, a perna afunda até o joelho e ficamos presos, até alguém ajudar.

Alguns Nazcanautas saíram para caminhar pelas dunas que nos cercavam, olhando o acampamento e refletindo sobre tudo aquilo. Estávamos em um cenário de filmes. Nem parecia real.

Abaixo, algumas fotos que estão boas o bastante para que você tenha uma vaga idéia do que foi esta noite!









Todos os Nazcanautas fizeram elogios excepcionais para nosso jantar no deserto. Muitos consideraram um ponto alto dos últimos anos!

Foi realmente um momento muito especial. Terminamos com músicas românticas sob aquele luar maravilhoso.

Agora, é tirar a areia do corpo (e temos muita), dormir e, logo pela manhã, seguiremos para a cidade de Nazca. Faremos nosso primeiro sobrevôo sobre as figuras de Nazca nas próximas horas.

Boa noite!


Aldo Novak

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